drakemberg

A visão longinqua daquela muralha, que corre de norte para sul ao longo da Africa austral,e à  qual nunca cheguei.ficou-me a recordação.assemelha-se,À  escarpa da chela,Angola,que tem a seus pés o deserto da namibia, que contempla, há¡ milhões de anos numa estenção de cerca de 150 kilometros.

segunda-feira, novembro 08, 2004

Toca a andar

Naquele vai e vem rotineiro,os dias se escuaram ràpidamente.E um dia,quando não o esperàvamos?Começàmos a ouvir ao longe;muito longe mesmo, O som cavo rouco e inconfundível do jipão.Este foi aumentando,de intensidade até finalmente ser visível na curva da picada ao fundo envolto em pó como acontecera dias antes.Houve recepção condigna e adequada:E várias rajadas de metralhadora foram disparadas, à laia de sedativo.E como que a dizerem vai,escuta,como estão cada vez mais fortes os ventos da história. Ao longe à noite os tan-tans,continuavam a lembrar que a mudança se aproximava!Para nós,que há quinhentos anos por ali andàvamos;lembràva-nos que a Fada Negra tinha descido á terra.Tão rápido como chegara assim partiramos!Depois de abraços de boas vindas,as conversas tornaram-se apenas monólogos.O Zaipife vinha enrolado a um canto a tudo o que era roupa, o paludismo tinha tomado conta dele e estava entre a vida e a morte.Rolàvamos já a algumas horas,com pequenas paragens nos povos,as montanhas em cujos vales corria o estrondoso rio Congo que depois de se espraiar numa vasta àrea de kilómetros quadrados,corria agora espremido,por desfiladeiros e gargantas estreitas rumo à foz, a uma velocidade de quatorze nós.Começàmos a descer a montanha rumo à base,que ficava lá mesmo no fundo,no vale mesmo ao lado do rio.As copas das àrvores, assim como o rendilhado das montanhas que bordejavam o grande rio eram bem vizíveis; por cima da espessa neblina, tão vulgar no norte de Angola.Este nevoeiro espesso,quente,e húmido.Propício ao café,a baga milagrosa, calmante, estimulante,que guarda segredos de tantos sentimentos e cria riqueza incalculável.

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