drakemberg

A visão longinqua daquela muralha, que corre de norte para sul ao longo da Africa austral,e à  qual nunca cheguei.ficou-me a recordação.assemelha-se,À  escarpa da chela,Angola,que tem a seus pés o deserto da namibia, que contempla, há¡ milhões de anos numa estenção de cerca de 150 kilometros.

segunda-feira, maio 02, 2005

O outro lado da brutidade

Desde que sairamos de Luanda fizemos uma paragem no Huambo, e agora no Lubango para onde vinha endereçado.Eram paragens de logistica dali o Nord-Atlas seguia para o Roçadas.Eu apresentei-me no RISB.Os amigos que tivera lá em cima no Congo, já se tinham dispersado todos,outros arranjaria,e a seguir mais outros etc.Eu estava sendo destacado para o planalto da huila.Chegado ali verifiquei de emediato a barreira granítica que se erguia aos meus olhos,numa altura a pique mais de mil metros,alcandorado lá bem no cimo um cristo rei enorme de braços abertos sobre a cidade que cá em baixo se espraiava até ao sopé da mesma .Sobre esta zona iria explorá-la em pormenor mais tarde.Por agora e depois da minha apresentação fiquei sediado na terceira companhia, e sob o comando do capitão Passos Ferreira.Vivia-se numa modorra,que vindo de onde vinha estranhei de emediato.Lá de onde viera estava tudo a ferro e fogo,aqui uma bonança calma talvez por isso mesmo, me mandaram para lá como que, numa terapia redentora e purificadora.Dias depois nas lides rotineiras dum quartel,a perguntas que ia fazendo aos oficiais,e a outras que ia respondendo,fiquei a saber que estava em curso uma forte política de congregação a que chamavam Psico social para contrariar os abusos que se cometiam naquela època por toda aparte.Enfim a primeira saida.Tratava-se nem mais nem menos que uma saida de amostragem como que a dizer-mos estamos cá vêem.Eu pessoalmente estava no meu meio.Para qualquer forasteiro que aqui chegasse logo se apersebia que a zona era virgem e intocàvel,tal o grau de pureza das pessoas.Eram nòmadas!E no conceito ocidental,bastante ricos,tal era a quantidade de cabeças de gado que possuiam;podiam contar-se por centenas .Mereciam-nos todo o respeito,pelo respeito com que nos recebiam.Estàvamos nas zonas dos Umbundos, M"uilas,Buschimanos,Mucancalas,e Mucubais.Iamos cerca de seis militares.Atacàmos o Km dezsseis,de seguida a chibia,Chibemba,Caahma.Otchijau,Humbe,Chitado e toda a margem direita do Rio Cunene,até trinta kilómetros da costa onde o mesmo se sumia nas areias quentes do deserto da Namíbia.É curioso que ainda há dois meses patrulhava a zona do rio Congo marco de fronteira entre Angola e Congo Kinshaza a norte;e agora patrulhava o rio Cunene marco de fronteira a sul entre Angola e o Sudueste africano.Ali era diferente! e tropa naquela zona chamava de emediato a atenção.A população do lado de lá do rio logo entabulava conversação,com africanos daquela zona que sempre levàvamos connosco,e o diàlogo entre eles era de que não havia problemas etc,etc. Mas era mais que certo,que logo de seguida uma esquadrilha da força aèrea sul africana sobrevoava a zona a baixa altitude até se inteirar do que estava a acontecer.E desapareciam da zona logo que se inteiravam da presensa de tropas portuguezas na região.

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