drakemberg

A visão longinqua daquela muralha, que corre de norte para sul ao longo da Africa austral,e à  qual nunca cheguei.ficou-me a recordação.assemelha-se,À  escarpa da chela,Angola,que tem a seus pés o deserto da namibia, que contempla, há¡ milhões de anos numa estenção de cerca de 150 kilometros.

terça-feira, março 22, 2005

O Paradaxo

Pois era isso mesmo! Um paradoxo era o que estava a acontecer comigo.Por um lado ,as saúdades do lado de lá,eram atrozes!Por outro,o embasbacamento em que vivia desde que chegara a esta terra;era esmagador.Regressava à origen de onde tinha saído há um ano.O território, visto do lado do mar e a uma distancia consideràvel, oferecia mais segurança.Para além da linha do horizonte,a fada negra campeava livre.O embasbacamento em que vivia levava,a perguntar-me,que terra era esta?As mulheres,principalmente as quintandeiras.fumavam com o cigarro ao comtràrio,isto é;com a chama para dentro da boca.Quando gràvidas andavam sempre com uma bola de barro donde;de tempos a tampos,comiam um pedaço.Era gente que sendo pobre mas mesmo muito pobre,transpiravam alegria de viver,e muito solidàrios entre si.As creanças erm desde pequeninas ensinadas a conviver com a morte,o que nas terras donde vinha fazia-se o contràrio escondia-se mantendo-as na ignorância desse facto transcedental.nos arredores da cidade o cheiro a merda seca era um cartão,onde por vezes se misturava o cheiro intenso a idrocarbonetos,já que havia muitos furos selados com valvulas, que deixavam escapar o odor do gáz e do petróleo.Era uma terra muito rica nas suas entranhas.Na encosta do sambizanga,onde morava; todos os dias um dois comboios enormes puchados por duas máquimas garraht,transportavam o manganês da Madam Berman,para o porto de Luanda,rumo ao exterior.Na maneira de viver aprendi muito com aquela gente,aprendi a desgarrar-me da opressão da caça aos bens materiais,e apontei-a para o lado filosófico.Não me arrependo.Aprendi a diferença que há entre uma bola de berlim,e a carência total,e do pouco que o ser humano necessita para sobreviver.Volvi à observação fisica do meio.Navegàvamos para sul ao longo das costas de Angola,as florestas do Ambrizete e Ambris eram visíveis ao longe,o café era por lá o rei.O mar muito sereno,qual lagôa,com a àgua côr do chumbo derretido,era uma constante.Já era de noite há um bom bocado.Ao longe,um ponto luminoso piscava,piscava e piscava;era mesmo!Só podia ser o farol das plmeirinhas,estava chegando há cidade que me vira pela primeira vêz nove anos antes.Entràmos na baía de Luanda,e fundeàmos.Lá estava a Barracuda mesmo junto ao farol da ponta da ilha de Luanda.Mais ao longe o Ramiro Iluminado,tenho deste local uma grande recordação;pois ao fim do mês quando retirava do soldo vinte escudos e de mota; me dirigia para lá,apanhava uma borracheira de imperiais acompanhadas com gambas;gambas muito picantes até ficar de boca aberta tal era o ardor como era hábito por aquelas paragens.Só acontecia uma vez por mês.E era das coisas que mais gozo me dava,um gozo infindo,ali sentado esquecido dos problemas,em frente ao mar,numa modorra difícil de explicar.O porto de Luanda ali mesmo, a marginal ladeada com palmeiras,desde o relógio até à ponta da ilha.A Fortaleza de S.Miguel,alcandorada ao cimo do morro,para o lado norte; a Fortaleza de S.Julião da Barra.era lindo,de ver muito lindo mesmo.Esta ilha de Luanda cantada por Carlos Buritti,e outros! E aquela canção que àquele tempo se trauteava porlá.A minha cidade é linda;É de bem querer;A minha cidade é linda;Hei-de amá-la até morrer

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