drakemberg

A visão longinqua daquela muralha, que corre de norte para sul ao longo da Africa austral,e à  qual nunca cheguei.ficou-me a recordação.assemelha-se,À  escarpa da chela,Angola,que tem a seus pés o deserto da namibia, que contempla, há¡ milhões de anos numa estenção de cerca de 150 kilometros.

terça-feira, setembro 19, 2006

O machimbombo do monhungo ou o paga já


Logo que arranjei este emprego deixei a pensão do meu amigo Vitorino, e mudei-me lá para cima para os bairros populares. Este era pois,o meu transporte diàriamente para o bairro Sarmento Rodrigues junto ao bairro popular um. O local, era muito ruidoso dado ficar a cerca de duzentos metros da embucadura norte da pista do aeroporto de Luanda a que chamaram, de Craveiro Lopes. Era um fardo diário, ter que fazer os cerca de doze kilómetros até casa. Saia do meu serviço ao fim da tarde, descia a Avenida dos Combatentes até ao Largo do Quinaxixe, não falhava lá estava o monhungueiro,há espera dos trabalhadores que o demandavam,o bilhete era taxa única quinze tostões assim como só tinha a porta de entrada pela frente. Em caso de incendio não sei como seria! O cobrador angolano dizia, e repetia paga já, paga já. Aquilo era entrar, até não caber mais, uma autêntica lata de sardinhas,o ambiente era sufucante, não só pelo calor ambiente, mas tambem, pelo forte cheiro a catinga no interior do autocarro eram as permissas de África. O branco tambem catingava, para nos agarrarmos tinhamos que agarrar o tubo que corria no tecto do mesmo ao longo de todo o seu comprimento. Olhando para a cova do meu braço via nitidamente o sedimento acumulado ao longo do dia nos pelos da mesma e que com a claridade tomavam a côr do vinho tinto e que engrossavam o pêlo em quatro ou cinco vezes mais, era dalí que emanava o odor. Agora vê o que é multiplicar esse odor pelos cerca de quarenta passageiros. Eu era o único europeu no meio da tribo e com o tempo passaram a considerar-me um deles. Era fantástico pois deferenciavam-me dizendo; entra branco,era como que um selo de garantia, como se me quizessem dizer entra que ninguém te faz mal branco. Percebes a nuance difusa do conceito!

2 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

também morei no bº sarmento rodrigues sou o zé manel irmaõ do nandito do moto cross

1:04 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Meu marido tb morou no B.Sarmento Rodrigues, e filho de Joao Figueira e de Bernardina Cruz, Neto de Avelino e Adelaida Cruz...
Chama-se Carlos (Litos)
Se tiverem noticias de mais pessoas desse bairro, podem escrever para o E_mail zeza_figueira@hotmail.com

7:30 da tarde  

Enviar um comentário

Subscrever Enviar comentários [Atom]

<< Página inicial