drakemberg

A visão longinqua daquela muralha, que corre de norte para sul ao longo da Africa austral,e à  qual nunca cheguei.ficou-me a recordação.assemelha-se,À  escarpa da chela,Angola,que tem a seus pés o deserto da namibia, que contempla, há¡ milhões de anos numa estenção de cerca de 150 kilometros.

segunda-feira, julho 04, 2005

Os Safaris

Três semanas eram passadas.Habituàmo-nos enquanto,permanecemos na àrea a ir todos os dias com o cawboy; Ao pôr do sol,lá estàvamos, prontos para a incurssão habitual ao mundo selvagem.Há dias estivèmos na mulola do Gerònimo. Os elefantes brincavam no lamaçal aspergindo, para cima deles a lama as crias, rebolavam no dito descontraidas, num espectáculo digno de ser visto por qualquer mortal;até porque Safaris como este eu não ia ter hipòtese de ver no resto da minha vida! Seriam preciso centenas de contos para tal.Havia por isso que ensopar tudo,pois o que ficaria seria a recordação.Hoje por exemplo acompanhàvamos à distância uma alcateia de mabecos,e sorte das sortes, em plena caçada,e era vâ-los persseguindo as impalas tentando separá-las e em plena persseguição iam mordiscando-as no tendão de aquiles para as fazer tombar tudo isto num trabalho de equipa excepcional.O mabeco ou cão selvagem como tambem é conhecido,o animal que não se cansa.Perssegue a presa durante kilómetros esgotando-a até ao sacrifício final.A nossa permanência na ârea devia de estar a acabar. Primeiro porque aquele bem tão precioso para os povos da zona "o sal" estava a acabar.Segundo porque o oficial tinha ido jantar com a autoridade administrativa mâxima do Cunene. Esta situação indiciava de certeza a feitura do relatório de ocorrências para o comando militar do Lubango. Nós convidados que fomos pelo cawboy e alguns colonos lá do sítio para uma patuscada lá fomos para uma noite de boémia.O repasto era nem mais, nem menos, que uma palanca nova assada no espeto bem temperada à moda africana jindungo, muito jindungo. Alguns africanos apareceram às tantas e refastelaram-se connosco.às tantas já com os copos começaram a cantar com aquela voz toada e dolente como só eles sabem os seus cânticos são famosos, não só em Africa, como em todo o mundo. Nós aparvalhadamente tentàvamos cantar com eles, já de madrugada quando a euforia produzida pelo acool começava a dar lugar àquela sensação de melancolia foi aí que ouvimos com muita atenção! Em volta do brasido final,deu para os morenos começarem a contar histórias,de sabor local, lindas de morrer.Ficou-me na memória aquela,que focava o Cuango-Cubango quando nas noites de lua cheia,diziam eles;se juntavam nas suas margens,junto aos ràpidos,e miravam o fundo sem pestanejar,esperando ver o refulgir da pedra eterna,que levada,ora rebolando,ora parando,mas sempre expelindo chispas de morrer.Era difícil apartá-las daquelas que a pròpria àgua tambem expelia,no seu correr borbulhante por sobre os baixios rochosos do leito.Mas eles faziam parte da pròpria terra,e seus olhos experimentados discerniam-nas bem.Eram os diamantes de Angola no seu fulgor màximo expelindo xispas multicores inconfundíveis,após milhões de anos em formação,mostrando-se enfim!Agora; aos olhos àvidos dos humanos.Ao longe; O Cruzeiro do Sul,bem visível,lembrava-nos que estàvamos no sul Austral! No horizonte a claridade de mais um dia despontava.

0 Comentários:

Enviar um comentário

Subscrever Enviar comentários [Atom]

<< Página inicial